abril 26, 2004O Grito EnforcadoPassei a viver nos limites... O meu corpo parecia ter sofrido um choque de alta voltagem. Lançava-me ao chão, torcia-me, sentia os músculos assaltados por cãibras e espasmos, gritava, gritava, gritava, gritava, gritava, GRITAVA! Gritei para que me internassem. Terá sido um grito surdo, sufocado, enforcado, porque não me atenderam. Já que pela voz não me ouviam, passei a gritar com as mãos, desenhando e escrevendo.
Cátia Mourão, O Grito e O Enforcado Partilhas
Um Grito de Alerta, uma chamada de atenção que por outro lado também pode isolar-se de tal forma que dificulta qualquer contacto, tornando quase impossível "dar a mão"... por vezes ela até é recusada... Como ajudar, então, quem não quer ser ajudado? Ou pensa que não quer? É mesmo muito difícil... Partilhado por: Carlos Martins em outubro 12, 2004 06:41 PMUma sugestão - acho que devias aumentar a largura das janelas dos comentários, ou então reduzir o tamanho dos banners que encabeçam este tipo de páginas porque, a meu ver, tal transformação facilitaria a leitura e tornaria este processo de publicação de comentários mais cómodo. Outra consideração - adorei as novas cores do blog. Este cinzento, associado aos laranjas e beges, dá uma atmosfera muito quente a este espaço. Parabéns. :) Partilhado por: NeverLess em agosto 18, 2004 10:26 PMBelíssimo este teu grito. A pintura é, provavelmente, a mais catártica das artes. Já o meu clamor foi tudo menos artístico - umas 40 pastilhas de Xanax e outros antidepressivos similares que finalmente fizeram as pessoas que me rodeavam acordar para a minha realidade. Partilhado por: NeverLess em agosto 18, 2004 10:22 PMNesta última vez, o meu desepero foi tão grande, que mesmo com uma carrada de medicamentos, TEIMAVA em não QUERER dormir. Era medir forças com eles para ver quem levava a melhor! E nos primeiros dois meses fui eu! Partilhado por: catarina em maio 3, 2004 09:03 PM |
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