abril 30, 2004CrisálidaEncontrava-me outra vez prisioneira. Escrevi em Julho de 2000: «Encontro-me outra vez prisioneira desta casa. Agora também prisioneira deste corpo, prostrada, entorpecida nesta cama. Fizeram-me um casulo de lençóis. Estou nele há cerca de um mês como uma crisálida, dormente, sentindo o corpo transformar-se noutro que não é o meu, que não é aquele pelo qual tanto me privei... NÃO QUERO NADA! - a não ser que me reforcem a dose e me adormeçam DE VEZ!»
Cátia Mourão, Crisálida Partilhas
Admiro a coragem de todos os familiares. Lidar com pessoas nesta situação acorda muitos medos adormecidos pela rotina. Uma das coisas que mais me chocou (chocou é uma palavra muito forte...) nos primeiros tempos pós-tentativa de suicídio foi a falta de confiança que depositavam em mim. Objectos cortantes, medicamentes e químicos, janelas e portas,... tudo foi posto fora do meu alcance. Isso afectou-me um bocadinho porque vinha do hospital cheio de desejos, promessas e vontades para recomeçar tudo de novo... e depois deparo-me com este inóspito, mas compreensível, cenário de desconfiança. E o tempo a tudo nos habitua... Partilhado por: NeverLess em agosto 18, 2004 10:41 PMConcordo plenamente! ;) Força Cátia. ;) Partilhado por: catarina em maio 5, 2004 12:04 AMOlá Cátia. |
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