julho 02, 2004«Reflexões»Foi sobre a assimetria das antíteses que fiz algumas «Reflexões» e, com elas, voltei a "partilhar-me" com os Outros. ... Na Agenda Cultural vinha anunciado: Cátia Mourão ...
Cátia Mourão, A Partilha ... Hoje tenho a sensação de que o termo "partilha" não é o mais adequado para descrever a forma como me apresentei e representei no evento. A excêntrica assimetria do corte de cabelo, o excessivo brilho do gloss com que carreguei o rosto, a evidência da magreza no aperto da roupa... as telas literalmente expostas contra um muro de placards, ordeiramente sequenciadas como se prontas estivessem a serem baleadas de rajada mas sem vacilarem - pelo contrário, mantendo a firmeza de uma causa. Lembro claramente as expressões de quem foi à inauguração. Era angústia que viam e angústia que sentiam e mostravam. Agora tenho a certeza de que não me partilhei com ninguém... Na verdade violentei todos quantos me viram e reviram, sem contudo me reconhecerem. Esforçaram-se por transmitir palavras de agrado mas o semblante traía-os. Alguns chegaram mesmo a escrever: «Gostei, sobretudo porque me fica a esperança de que, depois da escuridão profunda onde mergulhaste, venha a surgir a luz de novo na tua vida.» (Maria Hélder Valério) «(...) é uma exaltação do lado sobrevivente do que em ti cria, pois se o criador dentro de ti é inflexível e determinado pela obra, o ser humano que o suporta é frágil como todos os mortais! Hoje não apelo ao criador, esse monstro obstinado, mas à criatura que sobrevive a tudo isso.» (Domingos Miguel Soares) «Para mim tu és e serás sempre a eterna fénix renascida das cinzas para um novo dia, para um renascer não como artista - porque essa está bem viva - mas como ser humano frágil e belo que és. Aguardarei o tempo que for preciso por ti, minha amiga. Aguardarei ansiosa... Tens de resgatar o teu direito à VIDA... no mais profundo dos mares do teu ser.» (Madalena Bobone) «Quando deres de caras com a morte, faz-me um favor: dá-lhe um par de estalos da minha parte e diz-lhe que ainda não dançaste o suficiente!» (Pedro Almeida Gonçalves) «Esta tua exposição intitulada Reflexões é, sem dúvida, uma mensagem desnudada do teu ser, sem as roupas da aparência, sofrida e interiorizada. Mas será que a podemos intitular de libertadora? Penso que não. Retratas nela os próprios dualismos, a dor e sementes de um passado que pode estar longínquo ou de um passado ainda presente. Libertação é construir caminhos de futuro, sem réstias de passado, onde o teu ser se exprima na simbiose perfeita da tua forte criatividade interna com o advento de mundos sem dor e sofrimento. (...) Uma simples Reflexão de um pintor que gosta de ti e está ciente do teu real valor. Continua com essa força.» (António Sem) Escrito por Cátia Mourão | Correspondente à Fase 4- RecuperaçãoPartilhas
{ ... não vou eu falar de palavras que lavras mas sim de tintas que pintas [belos quadros me dás a ver, encanto que gosto] © in[culto] ... }{ beijos* } Partilhado por: © in[culto] em janeiro 7, 2005 11:49 PMGostei muito desta reflexão. Podemos refletir a respeito de certas coisas; podemos obter informações, selecionar ou rejeitar algumas e chegar a certas conclusões; das conclusões podemos deduzir certas teorias. Isso pode esclarecer muitos pontos e resultar na lucidez do pensamento e da expressão. Partilhado por: Carlos Martins em outubro 11, 2004 05:06 PMFaço minhas as palavras da Madalena Bobone =) Partilhado por: gata em setembro 20, 2004 01:46 PMA verdade é que visitei muitas vezes o teu blog sem deixar um único comentário público simplesmente porque o facto de termos, felizmente, um relacionamento próximo o dispensava. Ou assim pensava. gosto do teu trabalho. é fruto da dor, mas gosto. parabéns pelo talento e um beijinho grande. ps: como estás? (responde por mail...) Partilhado por: gata em julho 14, 2004 09:28 PMAs palavras que considero mais importantes deste texto são partilha e reflexão. |
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