agosto 06, 2004O AbraçoA violenta imposição das «Reflexões» contrastou com a efectiva partilha dos comentários e, ao invés de me levar a repensar as formas de interacção com o Outro, fez-me enquistar a agressividade... Era Inverno dentro e fora de mim. A claridade do dia desmaiava sobre as últimas horas de uma sexta-feira que se previa como tantas outras, para as quais o fim-de-semana mais não era do que um conceito operativo de divisão e organização do tempo material, sem qualquer concordância com a continuidade obsessiva e o estado caótico da dimensão emocional. Porém, naquela sexta-feira, a transposição física dos portões que separavam o local de trabalho do exterior desgovernado significou também a transposição emotiva de uma barreira de androginia auto-inflingida. O encontro casual de um vago conhecimento trouxe uma presença constante ao meu quotidiano. Alguém que apenas olhei mas não vi, que recusei antes de conhecer, que repeli sem sequer ter tocado, apenas pela ameaça latente que reconhecia na espécie com a qual instintivamente identificava. A estratégia de defesa foi, inevitavelmente, o ataque; o que me surpreendeu foi a ausência de reactividade, o silêncio e a observação atenta de cada gesto meu, talvez um exercício de investigação assistido pelo benefício da dúvida metódica; a surpresa desarmou-me, neutralizando-me as forças. Deixei-me ficar. Deixei passar os transportes sem intenção de seguir neles para o destino certo e seguro, porém rotineiro e desinteressante. Arrisquei a imprudência. Talvez demasiado. Talvez na dose exacta. As palavras correram à rédea solta, sem medida, sem tempo, claras, inteiras, enchendo a noite com um luar de esperança e abrindo veredas de compromisso pela madrugada. Com um abraço despedi-me do passado e voltei a dar e a receber num só gesto de partilha.
Cátia Mourão, O Abraço Partilhas
{ ... [amo aqueles…] amo aqueles que só sabem amar beijos* ... } Partilhado por: o5elemento em janeiro 7, 2005 11:44 PMSó para deixar um abraço e retribuir a tua visita. Partilhado por: je_bois em novembro 22, 2004 12:20 PMOs nossos medos muitas vezes impedem-nos de viver coisas que poderiam dar-nos felicidade... As nossas mágoas, culpas, inseguranças só ocupam um espaço precioso no nosso coração... Um espaço que poderia ser ocupado pelo Amor... Sei que não é fácil acessar certas lembranças, mexer em dores antigas. Muitas vezes nem temos consciência de que agimos de determinada forma por causa delas. Todos nós queremos muito viver o Amor e ter no coração esse sentimento tão bonito. Mas não esse amor que já vem revestido de tantas memórias de dores e de tantas condições. Queremos um Amor que temos guardado bem lá no fundo do nosso coração... Eu acho que todos nós temos a memória do que é o verdadeiro Amor e isso faz-nos sonhar com essa possibilidade... Mesmo que muitas vezes as nossas experiências nos mostrem um outro tipo de amor - ou muitos outros tipos - nunca desistimos porque sabemos que ele existe naquela forma da qual nos lembramos sem lembrar, simplesmente pressentimos sem conseguir dar forma... Para que este Amor se manifeste é preciso que deixemos ir os sentimentos que impedem que ele apareça... Partilhado por: Carlos Martins em setembro 10, 2004 03:52 PMNão te vou desiludir.. e assim, irei escrever sobre a festa do avante, falar do que por lá vi, gostei e do que menos gostei.. enfim.. um posts para levar avante ao encontro de quem me visita. Escreverei amanha talvez.. tenho trabalhado muito e hoje já estou um pouco cansado. Beijo "camarada" Partilhado por: Gonçalo Trafaria em setembro 6, 2004 08:10 PMApeteceu-me deixar-te um beijinho! agora que sei sobre quem é este post, não posso deixar de mandar um grande beijinho para Ele... porque gosto muito de ti :) Partilhado por: gata em setembro 3, 2004 05:20 PMPalavras! O que valem as palavras? Quando se escrevem que função têm? Para que servem? São só atiradas ao ar ou são dirigidas a alguém? A quem? A alguém em particular? só para deixar um beijinho grande... Partilhado por: gata em agosto 13, 2004 04:05 PM |
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