setembro 16, 2004EspaçoFechado ou aberto; confinado ou liberto; medido ou desmesurado; dentro ou fora; ordenado ou ao acaso; íntegro ou em ruína; criado ou existente; obscuro ou luminoso; silencioso ou sonoro; pesado ou leve; habitado ou vazio; identificado ou desconhecido; [feito] nosso ou de outrem; onde nos encontramos ou perdemos... O primeiro era amplo, circunscrito, concreto e vago; Era escuro, claro, repleto e sem nada; Tinha as portas sempre fechadas e abertas; Tinha 4 lanços de escadas por dentro e 4 pares de degraus por fora por onde se entrava e se saía sem nunca se entrar nem se sair com ou sem fio de Ariadne porque não tinha corredores mas somente patamares que conduziam a outros espaços isolados que nunca se tocavam e que eram habitados por desejos prisioneiros em formas que cresciam sozinhas mas nunca sós entre muitas paredes e muitos livros e muitos quadros e cada vez mais fotografias e cada vez mais lembranças e perdas que se acumulavam em sedimentos de sensações e sentimentos recalcados que um dia cobriram inteiramente uma das formas que habitava um dos espaços e fizeram-na explodir como um vulcão de onde brotou lava incandescente que desfez todas as paredes e espalhou-se por todos os outros espaços que a partir de então se uniram num só. O segundo espaço não tem memórias, é muito amplo, muito claro, muito calmo, muito próximo de tudo e para ele levei o Abraço e a Luz. Os álbuns de fotografias e os quadros ficaram no primeiro espaço. Este é reservado a uma nova história. Escrito por Cátia Mourão | Correspondente à Fase 4- RecuperaçãoPartilhas
{ ... em volta de uma porta #1 [1.1] [1.2] © de[mente] beijos* ... } a saída desse labirinto de um espaço só, desse ambiente placentário em que os limites estão logo ali, tinha que ser para um espaço de encantamento; do encantamento que desejavas e já tinhas imaginado dentro de ti e que como só tu sabes de imediato transpuseste para o espaço novo pleno de luz. Porém só se usufrui a plena luz quando há algo e alguém para criar as sombras que tão necessárias são para sentirmos mais do que vermos a Vida sob todas as formas, para questionar os contrastes, os contra-luz; para vivermos enfim, o recolhimento da partilha. Um espaço é um espaço. Nosso, de outros, negro, claro, aberto, fechado, amplo, pequeno, frio, quente, cheio, vazio, novo, velho, com memórias, sem memórias, calmo, agitado. Um espaço é um espaço, marcado por nós, por quem lá esteve antes, por quem para lá irá depois de nós. Um espaço é memória, é tempo, é ser. É o que for feito dele, é o que nós fizermos dele... Para alguns um espaço são quatro paredes, para outros é a ausência de limite, é o mundo... É o que quisermos. Um espaço somos nós... Partilhado por: Zé Gato em setembro 21, 2004 12:58 AM... só para te pedir que visites o meu ninho... deixei lá um post para ti,... =) Tens aqui um fã. Adoro ler o que escreves. Sabes fazê-lo muito bem. Bjs. Partilhado por: josesocrates em setembro 19, 2004 12:22 AMNão podia concordar mais, o Espaço tambem é muito importante. A decoração, a mobilia, os quadros e as côres em interiores têm influências na nossa estrutura física, mental e emocional. No segundo Espaço existe uma especial harmonia e envolvência que proporciona à família uma nova alegria na vida. O Abraço e a Luz caminham contigo nesta estrada da vida. Belo caminhar, este. adorei este post!!! acho bem que tenhas levado o Abraço, a Luz e deixado o resto. tudo tem o seu sítio... =) Partilhado por: gata em setembro 16, 2004 02:35 PM |
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