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setembro 22, 2004

«Vislumbres»

No novo Espaço vislumbrei os primeiros vultos da paz interior. Nele concluí a tese de Mestrado e iniciei uma nova fase na pintura.



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Uma vez mais, na Agenda Cultural, vinha anunciada uma exposição:

Cátia Mourão

Exposição de Pintura

Vislumbres

16 a 28 de Outubro - 2002

Átrio da Delegação do Instituto Português da Juventude

«Vislumbres reúne uma colecção de obras marcadas pela conjugação de materiais e técnicas que proporcionam diálogos de texturas e combinam pintura, desenho e colagem. A diluição ou emergência de formas diáfanas em fundos claros e luminosos confere às representações um acentuado grau de imaterialidade, situando-as num limbo nebuloso que traduz sensações de desrealização.»

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Revelação I

Cátia Mourão, Revelação I

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Nunca antes havia tocado a claridade e agora ela dominava as superfícies como a neblina das manhãs, simultaneamente revelando e encobrindo formas e sentidos, desvanecendo cores e sons. A letargia e o silêncio habitavam cada tela, criando registos de suspensão e intemporalidade, desmaterializando a matéria tangível para transformá-la em oniromorfoses.
Quase todas as telas utilizadas sofreram um processo de catarse. Tinham antes sido domínio da Depressão profunda e constituíram a imagem da exposição «Reflexões». Repintei-as; revesti-as de luz com velaturas brancas que funcionavam como cortinas para o passado, deixando vislumbrar trechos das pinturas anteriores. Quis ultrapassar mas não esquecer. Eram referências minhas.

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Escreveram-me algumas impressões sobre os «Vislumbres»:

«A mancha etérea só aparentemente encobre a expressividade.»

(José António Proença)

«Vislumbrei a paz e harmonia que procuravas e que agora ocupa o lugar dos traços pesados da tua obra de outrora.»

(Ana Remédios Salvado)

«Neste teu vislumbre, essa pequena janela da tua alma que ofereces a todos, vi uma serenidade que não via há muito - se é que alguma vez a vi em ti... -, uma viagem de procura e descoberta... uma crisálida num casulo que se encontrou neste nosso confuso plano existencial e espera para nos surpreender quando eclodir como uma bela e segura borboleta.»

(Mónica Seixas Pacheco)

«... a tua pintura, nesta fase, encontrou a amenidade de uma enseada onde tudo se conjuga em reflexos de bom augúrio. Continua e, seja qual for o rumo, a tua pintura será sempre a manifestação da sensibilidade que se entrelaça na firmeza da tua espiritualidade.»

(Fernando Mourão)

«Tens uma alma onde cabem vários mundos, o de todos nós e mais um, exclusivo, de que és serva e rainha, que estás a construir para dar em pedaços de beleza, de fraternidade e de amor. Gostei muito de te ver nestes quadros, tu estás lá... mais bonita ainda, menos frágil, bastante mais segura.»

(Joaquim Pessoa)

Escrito por Cátia Mourão | Correspondente à Fase 4- Recuperação
Partilhas

{ ...

«em teus quadros:
[tela e horizontes]
a tela que pintas em horizontes
nos olhos em beleza
de palavras, maresias e fontes
olhar que voa em alma e alento
teu quadro pintado
tesouro no meu pensamento
© biquinha»

beijos*

... }

Partilhado por: o5elemento em janeiro 6, 2005 04:35 PM

Fico feliz pelo estado de alma tão positivo. Gosto muito do que escreves e pintas; penso que consegues, de uma forma simples, exprimir sentimentos por vezes dotados de uma complexidade que só a entende quem "sente"... Estas duas telas estão impregnadas de sensações, de cheiros, de memórias... gosto muito! Tal como os restantes quadros realizados após a exposição «Reflexões», nota-se o domínio de tons claros e leves que reflecte a alegria de momentos felizes.
De facto, continuo a deslumbrar-me. Mais uma vez parabéns!

Partilhado por: Carlos Martins em setembro 27, 2004 06:10 PM

que quadros tão lindos!!!! =)
estávamos no outono de 2002... ainda faltam dois anos até ao dia de hoje - e momentos difíceis que eu sei - mas a borboleta já começa a mostrar as cores =)

P.S.: esquecer não seria bom mas reaproveitar sim. parabéns pela ideia e pelo resultado!

beijo grande!

Partilhado por: gata em setembro 24, 2004 11:34 AM

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